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Entrevista com: Serj Tankian

Serj Tankian - Harakiri

Serj Tankian é um cara talentoso e pra lá de ocupado. O líder do System Of A Down está lançando um novo disco solo chamado Harakiri e já tem mais três discos engatilhados que vão do jazz à música eletrônica e devem ser lançados ainda esse ano.

Batemos um papo com o cara por telefone, e além de ser extremamente simpático, Tankian nos deu boas notícias quanto a uma vinda para o Brasil, seus projetos, falou sobre o processo de gravação do novo disco e também disse se tem mais discos que amigos.

Confira logo abaixo nossa entrevista exclusiva com o cara!

Pergunta: Harakiri é um termo que significa um ritual de suicídio da cultura Japonesa, feito através do corte do próprio abdômen. Por que você escolheu essa palavra para batizar o álbum e qual é a relação dela com o álbum como um todo?
Serj Tankian: O nome se refere aos eventos que aconteceram no começo de 2011, quando quase um milhão de peixes e pássaros foram encontrados mortos sem uma explicação satisfatória. [Alguns podem ser vistos aqui] Foi um jeito simbólico de explicar o suicídio inconsciente e nos faz perguntar por que os peixes, muito mais ligados à natureza e muito mais cientes da natureza do que os seres humanos, se mataram. Essas são as perguntas a serem feitas com esse álbum.

Pergunta: Você produziu o álbum por conta própria. Como foi esse processo, e quando você sabe que uma música está pronta?
Serj Tankian: Eu gravei todos os meus discos solo em meus estúdios e os produzi por conta própria. Não tenho um meio físico de dizer que uma música está pronta, é algo subjetivo e um tanto quanto inconsciente. É como você, quando escreve uma matéria, prepara um texto ou uma entrevista e sente que ele está pronto para ser publicado, ou que as palavras são boas o suficiente.

Pergunta: Harakiri é seu álbum solo que mais se aproxima dos trabalhos do System Of A Down, com elementos do punk rock, hard rock e grandes melodias. Você estava sentindo falta de compor e tocar músicas mais pesadas?
Serj: Não necessariamente. Harakiri veio pra mim de uma vez só, e eu acho que os eventos de 2011 e o fato de que o ano passado foi extremamente ocupado para mim fizeram com que o disco ficasse mais urgente em termos de música e mensagem, e tivesse um aspecto mais direto, mais na sua cara, sabe.

Pergunta: Há alguns anos estamos vivendo uma época em que não temos bandas de protesto no mainstream como tínhamos com grupos como System Of A Down e Rage Against The Machine. Por que você acha que isso está acontecendo? Com certeza não faltam motivos para brigar e protestar.
Serj: Eu concordo com você. E não sei porque isso está acontecendo. Há muita música comercial, eletrônica ou pop, sem uma mensagem positiva. Eu não sei porque, mas você pode colocar parcela da culpa na população por ter muita música ruim. Há uma prerrogativa nas grandes gravadoras, mas também diz muito a respeito do comportamento das pessoas, que têm que mostrar seu poder como consumidores e pedir por música de mais qualidade. Quando as pessoas fizerem isso, as gravadoras irão começar a investir, produzir e vender música com conteúdo e de qualidade.

Pergunta: Eu cresci ouvindo bandas de punk rock e muitas delas chegaram ao mainstream para passar sua mensagem, hoje isso parece não acontecer.
Serj: Sabe, o rock and roll vive de ciclos de 7 anos, a cada 7 anos algo aparece e muda a estrutura de tudo, seja o grunge, o hair metal, o alternativo. A cada 7 anos o rock volta. E depois vai embora (risos)

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