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The Cure emociona saudosistas com show de três horas


O líder de la banda The Cure, Robert Smith, no show do festival Primavera Sound

É piada corrente a que diz que se você não expulsar o Robert Smith, vocalista da banda The Cure, do palco, ele nunca vai embora. O show de quase três horas da banda no segundo dia do Primavera Sound, em Barcelona, na Espanha, que o diga.

Às 22h10 em ponto (17h10 no horário de Brasília) o grupo, um dos ícones do rock britânico da década de 1980, subiu ao Palco San Miguel, o principal do festival espanhol.

Smith, notório descabelado e com sua indefectível maquiagem gótica, entrou em seguida. E dai em diante, fazendo o show mais longo do festival até agora, despejou uma tonelada de hits. Coisa que, diga-se, o Cure tem em abundância.

Vide o começo, quando emendou "Plainsong", "Pictures of You", "High" e "Lovesong". Mal a sequência se desfez, já com o público ganho, e veio "In Between Days" e "Just Like Heaven". Improvável dar errado.

Não bastasse isso, Smith, hoje um senhor rotundo, conserva impressionantemente --dado os anos e os excessos-- a voz que o consagrou. São poucos os tons originais que ele não alcança. De pouca conversa com a plateia, mas visivelmente bem humorado, seguiu martelando sucessos.

A banda, de onde ele é a estrela remanescente da formação original, tem hoje entre os seus músicos o guitarrista Reeves Gabriels, que ficou conhecido também por acompanhar David Bowie.

De resto, importou ao público a presença do líder e fundador, seu compositor e principal artífice da sonoridade do grupo. A mescla de post-punk, rock alternativo e gótico, rendeu desde sempre desbragadas canções de amor repletas de bons riffs que, no show, foram em parte acompanhados pelo solfejo dos fãs.

Ao passo que o tempo corria, mais hits foram se acumulando, como "A Forest", "The Walk", "Friday I'm In Love", "Desintegration", "The Lovecats" e Close To Me", até a orgástica "Boys Don't Cry".

Ao todo, foram executadas 37 canções. Ficou a impressão de que se tivesse mais umas horinhas Smith não deixaria mesmo o palco. O público, aparentemente, deixaria que ele continuasse sem nenhum problema.

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