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Morrissey faz bom show em São Paulo mas estrutura deixa a desejar

Morrissey durante show no Espaço das Américas, no bairro da Barra Funda, em São Paulo

Texto de: RODRIGO LEVINO

Doze anos depois de se apresentar em São Paulo, o cantor Morrissey voltou à cidade neste domingo para encerrar a turnê brasileira que passou por outras três capitais.

Abrindo com "First Of The Gang To Die", ele e sua banda apresentaram um show de cenário mirrado, focado nas performances dos músicos - que vestiam camisetas onde se lia "Assad is shit", em referência ao presidente sírio Bashar al-Asad -- e tendo como alicerce um espólio rico de canções, músicas autorais, além do seu tradicional "mise en scéne".

"Agora que vocês me encontraram, como poderiam me deixar?", perguntou ele a certa altura do show, que começou às 21h e se estendeu por uma hora e meia. 
frase serve de baliza para a relação do cantor com os fãs, que não pouparam fôlego para cantar as músicas mais emblemáticas de sua carreira solo e as do repertório dos Smiths, banda com a qual Morrissey se consagrou nos anos 1980, ao lado do guitarrista Johnny Marr.

Entre músicas como "When Last I Spoke to Carol", "Speed Way", "You're The One For Me, Fatty" e "Everyday is Like Sunday", houve declarações de amor a São Paulo, críticas ao Príncipe Harry (que está em visita ao Brasil), e momentos em que ele assumiu a persona abusada, conhecida pelos arroubos de vaidade, gesticulando e incitando a plateia.

Enquanto cantava "Meat is Murder", o telão do palco exibiu imagens de animais sendo sacrificados de modo cruel. Foi a porção panfletária do show. Que entrou em um crescente quando partiu para segunda metade. Houve um ápice que não se repetiu: foi quando Morrissey cantou "There Is a Light That Never Goes Out", dos Smiths.

Do repertório de sua antiga banda, aliás, ele ainda apresentou "Still Ill", "I Know It's Over", "Please, Please, Please Let Me Get What I Want" e "How Soon Is Now", esta executada com peso.

Em suma, um show que terminou melhor do que começou. E que poderia ter matado melhor a saudade que o público acumulou em mais de uma década. Mas, como ele mesmo perguntou, depois de tanto tempo e agora que o haviam encontrado, como largá-lo? O público decidiu cantar.

ESTRUTURA

É preciso que se diga que a apresentação foi em parte prejudicada pela estrutura do lugar onde aconteceu, o Espaço das Américas. Basicamente uma caixa de sapato em forma de casa de show.

Não bastasse a péssima acústica, parte do sistema de som ao lado esquerdo no palco apresentou ruídos que comprometeram, por exemplo, a audição de "Please, Please, Please...", um dos momentos mais ternos da noite. Guitarras e teclados mal se distinguiam na maior parte das músicas. Quem estava mais distante assistiu ao show com dificuldade. Os telões ao lado do palco não foram ligados.

Uma volta aguardada há tanto tempo merecia uma recepção, digamos, menos capenga.

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