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Gostaria de ter entrevistado a mãe de Raul, conta diretor

Cena do filme "Raul Seixas - O Início, o Fim e o Meio", de Walter Carvalho

Em uma das cenas mais marcantes de "Raul - O Início, o Fim e o Meio", documentário sobre a vida do músico Raul Seixas, morto em 22 de agosto de 1989, o escritor Paulo Coelho, um dos principais parceiros do baiano, dá seu depoimento em sua casa, na Suíça, quando uma mosca pousa em sua face. "Interessante, não há moscas em Genebra", comenta ele, completando: "É Raul".

A sequência capturada pelo diretor Walter Carvalho ("Budapeste") foi a primeira a ser discutida com o cineasta na pré-estreia seguida de debate promovida pela Folha, nesta segunda-feira (19), no Cine Cultura, em São Paulo. Carvalho considera a participação da mosca --inseto que Raul Seixas costumava se comparar e até escreveu a música "A Mosca na Sopa"-- uma sorte comparada a do goleiro na hora do pênalti.

"Eu agarrei três bolas neste momento", disse o cineasta. "Primeiro, a mosca pousou em Paulo Coelho. Depois, ela poderia ter ido embora. Por fim, ele faz o comentário: 'Não vou matar'."

Mas a sorte não é a principal qualidade do documentário. Carvalho entrevistou nada menos que 94 pessoas para compor a obra. "Não conheço nenhum colega documentarista que tenha conversado com tantas pessoas para filmar", ressaltou.

Apesar da grande quantidade de depoimentos que tentam radiografar a vida do compositor de "Maluco Beleza", "Metamorfose Ambulante" e "Sociedade Alternativa", Carvalho confessou que faltou conversar com uma peça importante da vida de Raulzito. "Gostaria de ter entrevistado a mãe de Raul", falou o diretor. "Infelizmente não foi possível, porque dona Maria Eugênia não está mais neste planeta. Mas senti falta, porque a visão de mãe é sempre a visão de mãe. Seria uma preciosidade."

Ainda assim, "Raul - O Início, o Fim e o Meio", que estreia nesta sexta-feira (23), traz depoimentos das três filhas do cantor e de todas suas ex-mulheres e companheiras. Só a primeira esposa, Edith, que preferiu mandar uma carta para filha ler. "Todas as filhas abriram os baús e nos mostraram filmes, fotos, músicas, gravações, cartas. Tudo que eu queria."


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