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Trent Reznor faz trilha sonora gélida



As duas trilhas sonoras que o músico americano Trent Reznor, 46, criou para filmes de David Fincher surgiram de inspirações bem diferentes.
"Em 'A Rede Social', caras conversam com advogados ou teclam computadores. Em 'Os Homens que Não Amavam as Mulheres', há paisagens incríveis, mistério, sexo, violência e sexo violento", explica Reznor, de Los Angeles, por telefone.

Se, no segundo filme, ele se divertiu mais, foi com o primeiro trabalho que ele e seu parceiro Atticus Ross ganharam o Oscar no ano passado. Na edição deste ano, não foram indicados.

Depois de dois anos trabalhando no cinema, deixando inativo seu projeto musical, Nine Inch Nails, não sabe se seguirá com as trilhas, embora os convites cheguem de todos os lados depois do Oscar.

A seguir, a entrevista completa com Trent Reznor.


Como começou seu contato com David Fincher? Foi a partir do filme que ele dirigiu em 1995, "Seven", de que tinha na trilha sonora um remix de uma música sua, "Closer"?
Trent Reznor - Não. Antes de fazer filmes para cinema, David era um fantástico diretor de videoclipes. Nos encontrávamos em festas e casas noturnas na Califórnia. Éramos da mesma turma, você pode chamar assim, mas não muito próximos. Na verdade, o convite para fazer a trilha de "A Rede Social" surgiu do nada. Não houve qualquer tipo de sondagem prévia, David me ligou e fez o convite. Então me enviou cenas do filme e, muito influenciado pela determinação dele, aceitei.

Em "A Rede Social" você trabalhou em cima do filme já rodado?
Sim, na maior parte do processo. Não sei como é com outros músicos que se dedicam a trilhas sonoras, mas parece que a maioria trabalha dessa maneira. Mas em "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" foi de outra maneira.

São filmes bem diferentes.
Claro, totalmente. Buscar inspiração para eles foi bem diferente. Em "A Rede Social", você tem caras que conversam com advogados ou teclam seus computadores. Em "Os Homens que Não Amavam as Mulheres", há paisagens incríveis, mistério, sexo, violência e sexo violento.

O segundo foi mais divertido?
Foi, mas por vários motivos. Estava mais confiante da minha capacidade para fazer esse tipo de trabalho e tinha estabelecido uma forte relação de criatividade e confiança com David. Além disso, comecei a escrever a música enquanto o filme era rodado. Às vezes eu trabalhava em cima do que David tinha feito. Em outros momentos, ele é que utilizava o que eu já tinha preparado.

Você deu a Fincher músicas que entrariam em cenas que ainda seriam rodadas?
Gravei pequenas peças musicais que eu achei que poderiam se encaixar nos elementos que o livro apresenta. David ficou com esse material e boa parte entrou na trilha final. Eu e Atticus retrabalhamos muita coisa, foi um processo muito intenso e recompensador.

Em "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" há uma sequência de abertura com os créditos do filme. É um cover de "Immigrant Song", do Led Zeppelin, com vocal de Karen O, do Yeah Yeah Yeahs. Por que você escolheu essa canção? E por que a participação dela?
Olhe, as pessoas me elogiam por isso, mas na verdade foi tudo ideia de David. Passamos meses trabalhando lado a lado e, certo dia, ele se virou para mim e disse: "Por que você não faz uma versão agressiva de 'Immigrant Song' com Karen O cantando?". Não me empolguei na hora, não é o tipo de escolha que faria no meu trabalho musical. Mas você deve levar em conta tudo o que David diz. Eu sempre digo que David acerta quatro de cada cinco ideias que tem. Nunca vi alguém assim.


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