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Mick Jagger promoverá Reino Unido em evento com os mais poderosos do mundo




De uma condenação envolvendo drogas em 1967 ao título de Cavaleiro concedido pela rainha Elizabeth, a transformação de Mick Jagger de rebelde do rock'n'roll a queridinho do establishment britânico é bem documentada.



Mesmo assim, poucos fãs dos Rolling Stones poderiam imaginar que um dia veriam o vocalista do grupo aparecendo ao lado de um primeiro-ministro do Partido Conservador - um reduto de tradicionalistas que ficariam escandalizados com o jovem Jagger.

Sir Mick, como ele é conhecido desde que foi condecorado, deve aparecer em um evento organizado pelo primeiro-ministro David Cameron para promover o Reino Unido durante a reunião das pessoas mais ricas e poderosas do mundo em Davos, nesta semana.



O porta-voz do primeiro-ministro confirmou nesta terça-feira que Jagger participaria do evento, mas não quis dar detalhes sobre qual seria o papel exato do cantor.

O tabloide popular The Sun, o primeiro a divulgar a participação de Jagger, sugeriu uma lista de canções para um suposto dueto. Ela inclui "Downing Street fighting man" e "You can't always get what you want (em uma coalizão)", referindo-se à aliança difícil dos conservadores com os liberal-democratas.

O evento em Davos é um golpe publicitário para Cameron e deve frustrar o ex-primeiro-ministro Tony Blair, que sempre foi fã de Jagger. Blair, que toca guitarra, sonhava em ser uma estrela do rock antes de partir para a política.



Em um jantar nos anos 1990, ele disse a Jagger: "Só quero dizer o quanto você sempre significou para mim". Foi Blair quem recomendou o cantor para a condecoração de cavaleiro. Já Cameron e seus colegas conservadores não são conhecidos por nenhuma associação com estrelas do rock.

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